segunda-feira, 30 de novembro de 2009

UMA LIÇÃO DE VIDA

http://www.youtube.com/watch?v=qnyG6niLCnE

Prefessores Apaixonados

Este texto demonstra a realidade vivida por nós, professores e professoras, que apesar de todas as dificuldades encontradas, simplesmente amamo que fazem.
Texto: Prefessores Apaixonados
Autor: Gabriel Perissé
Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela ideia fixa de que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecema hora do almoço e do jantar: estão preocupados comas múltiplas fomes que, de múltiplas formas,debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfazes, de sínteses que demonstram, pela viado contraste, absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando não é perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas subistituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo querem tudo. Querem multiplicar o tempo, dividir e somar esforços para solucionar problemas. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
Disponível em Acessado em 30.11.2009.

INCLUSÃO NOS MEIOS DE TRANSPORTE PÚBLICO


Esta cena não é muito comum de presenciarmos em nosso dia-a-dia, pois, ainda estamos muito aquém da inclusão social. Além do, preconceito existente por parte de algumas pessoas e a falta de humanismo porque é fato nos depararmos com situações em que motoristas ao ver um deficiente físico fingem que não o viram somente para não se dar ao trabalho de ajudá-los se necessário. Assim como, é notável a ausência desses recursos para facilitar e oportunizar a essas pessoas o acesso a esses meios de transporte.

domingo, 29 de novembro de 2009

Vídeo de um discurso do Deputado Paulo Pimenta, em que ele cita a Constituição para defender a inclusão nas escolas de ensino regular.




Vídeo de uma reportagem do Jornal Nacional sobre inclusão. Apresentas alguns índices de matrícula de estudantes com necessidades especiais no ensino regular.

A Constituição Federal de 1988, que é Lei Maior vigente em nosso país, institui leis para a Educação do artigo 205 ao 214. Um dos princípios à que ela se baseia é princípio da dignidade do ser humano. No inciso IV do artigo 3º, estabelece o seguinte objetivo à nação brasileira: “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Deste modo, entende-se que as pessoas com necessidades especiais devem ser tratadas como iguais e com respeito.
No artigo 205 está registrado o seguinte texto: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
A Constituição se embasa no princípio da igualdade quando declara, no inciso I do artigo 206, “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Assim sendo, constitucionalmente, a Educação é direito de todos e, por direito, está assegurado o acesso e a permanência ao ensino de todos os cidadãos. A partir desta Constituição, ao Estado ainda está o dever de oferecer “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, referencialmente na rede regular de ensino” (Inciso III, Art. 208).
Apesar da Constituição de 1988 prever acesso dos portadores de deficiência ao ensino, somente a partir da década de 90, principalmente com a Declaração de Salamanca, no ano de 1994, como já discutido aqui no blog, é que a Educação Inclusiva começa a receber uma real atenção. Porém, apesar da lei vigente do nosso país ser favorável à inclusão escolar, ainda há muito a ser feito. Percebemos que o Estado abriu as portas das escolas para a inclusão e garante a permanência dos alunos. É preciso investir, principalmente, dentre outras coisas, na formação dos profissionais da educação, como professores, coordenadores, diretores.
Com o passar do tempo, observamos um crescente número de alunos com algum tipo de necessidade especial matriculados nas escolas regulares e este índice tende a crescer cada vez mais, portanto, estes profissionais precisam estar preparados para receber estes alunos e, assim, desenvolver um trabalho de qualidade e que leve os alunos a um pleno desenvolvimento.