segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Poema "(Des)Encontros - Fernanda Bastos

Sim, sou eu quem tu vês
sou eu o jovem deficiente
sou o que colocas à tua margem
porque simplesmente, nasci diferente.

Quantas vezes me condenas com o teu olhar
e me crucificas com o coração
porque para ti, sou tão simplesmente,
a tua própria negação.

Também tu, tens limites
limite no compreender, no julgar e no Amar
somos idênticos peregrinos
num diferente caminhar.

O que te peço, é pouco ou muito,
consoante o teu querer
peço-te respeito, dignidade ...
à medida do reu ser.

Tijolo a tijolo
mão na mão
tu e eu
somos massa da mesma construção.

(Fernanda Bastos)

http://appacdm-fundao.blogs.sapo.pt/170644.html

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009




Educação inclusiva:
um sonho que não se sonha só

Se queremos a mudança, temos que vencer a resistência.
Se temos múltiplos saberes, devemos aprender a desconstruir para incluir.
Se somos educadores, devemos:
Aprender a enxergar o que não é visto
Ouvir o que não é dito
Entender o que não é falado
Acolher a todos em sua totalidade e diversidade
Como pessoas de direitos
E co-responsáveis por sua cidadania e cidadania de todo(a)s.

Se sonhamos com uma educação inclusiva, devemos:
Sonhar de mãos dadas
Cultivar a sensibilidade e o entusiasmo
Transformar palavras em ação
Acreditar que podemos conviver com a divesidade e pluralidade
Limitações e possibilidades de superação da realidade que temos
Construindo passo a passo,
A realidade que queremos!


Liduina Felipe de Mendonça Fernandes
Mossoró, RN.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

UMA LIÇÃO DE VIDA

http://www.youtube.com/watch?v=qnyG6niLCnE

Prefessores Apaixonados

Este texto demonstra a realidade vivida por nós, professores e professoras, que apesar de todas as dificuldades encontradas, simplesmente amamo que fazem.
Texto: Prefessores Apaixonados
Autor: Gabriel Perissé
Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela ideia fixa de que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecema hora do almoço e do jantar: estão preocupados comas múltiplas fomes que, de múltiplas formas,debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfazes, de sínteses que demonstram, pela viado contraste, absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando não é perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas subistituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo querem tudo. Querem multiplicar o tempo, dividir e somar esforços para solucionar problemas. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
Disponível em Acessado em 30.11.2009.

INCLUSÃO NOS MEIOS DE TRANSPORTE PÚBLICO


Esta cena não é muito comum de presenciarmos em nosso dia-a-dia, pois, ainda estamos muito aquém da inclusão social. Além do, preconceito existente por parte de algumas pessoas e a falta de humanismo porque é fato nos depararmos com situações em que motoristas ao ver um deficiente físico fingem que não o viram somente para não se dar ao trabalho de ajudá-los se necessário. Assim como, é notável a ausência desses recursos para facilitar e oportunizar a essas pessoas o acesso a esses meios de transporte.